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A qual reino Jesus se referia?

Quando Jesus manifestou dizendo: “meu reino não é desse mundo”, informava para os ouvintes, em especial, Pôncio Pilatos, que havia algo a mais que o mundo material. Referia-se a outras dimensões com inúmeros mundos semelhantes e outros avançados deste orbe. Portanto, todo aquele processo pelo qual estava sendo exposto não tinha sentido ou mesmo legalidade, Ele não cometera nenhuma conduta contrária as normas de Roma, tampouco de Jerusalém. Tanto que Pilatos o instiga a se defender, sem merecer atenção ou resposta do Mestre.


Muitos estão presos as honrarias e bens materiais dificultando o desprendimento necessário quando ocorrer o desencarne. Existe uma lógica nesta afirmativa. “existem várias moradas na casa de meu pai”; novamente Jesus informa o que hoje sabemos que para cada orbe o perispírito se adapta de acordo com as condições locais, tais como, densidade, gravidade, luminosidade e outras ainda desconhecidas. Assim a mensagem trazida era para não nos apegarmos as coisas da matéria e sim aperfeiçoarmos os tesouros do espírito, virtudes, retorno vibracional do bem praticado ao próximo. Simples assim.


Onde quer que o espírito esteja e venha a desencarnar, a melhor opção é ter o reconhecimento de seus pares e amigos da sua efetiva ação para o bem e a recordação dos bons momentos seguidos da prece acolhedora.


O reino de Jesus está além das mentes em estágio primário de evolução. Embora dotados de conhecimentos regidos pela matéria não conseguem entender a complexidade e extensão da realidade a qual Jesus se referia. Somente o tempo pode educar e ensinar ao espírito explicando-lhe a continuidade da vida após a morte do corpo. Entenderá que os títulos terrenos e os bens materiais são efêmeros e não nos acompanham quando retornamos à vida espiritual.


Muitos se mantém na ilusão da matéria e perdem tempo com o supérfluo das escolhas inadequadas ou impróprias de uma existência. Devemos ser ricos em virtudes, amizades, caridade, amor. Isso nos assegura o desprender de um instante em nossa evolução onde passamos alguns anos perambulando pelas intempéries de uma vida necessária ao aprendizado e a valoração do que é real.

A vida extracorpórea é a realidade para o espírito, o quanto antes entender e aprimorar-se ele elimina etapas preciosas em sua evolução natural. Há uma referência do Espírito André Luiz pela psicografia de Waldo Vieira e Chico Xavier em Evolução em Dois Mundos informando o seguinte: “com a Supervisão Celeste, o princípio inteligente gastou, desde os vírus e as bactérias das primeiras horas do protoplasma na Terra, mais ou menos quinze milhões de séculos, a fim de que pudesse, como ser pensante, embora em fase embrionária da razão, lançar as suas primeiras emissões de pensamento contínuo para os Espaços Cósmicos. (E2M, p. 53)[1].”

Difícil para nossas mentes mensurar tal lapso de tempo evolutivo. Ora, o que são 15 milhões de séculos para o espírito chegar a emitir o pensamento contínuo, veja, não é a consciência de sua individualidade. Portanto, deduzimos que a evolução não dá saltos, é um processo gradual e efetivo.


E a máxima: conhecereis a verdade e ela vos libertará sintetiza os argumentos acima expostos. Diante disso é possível constatar que perante a morte do corpo somos todos iguais, não há diferença social, econômica ou política que possa alterar está realidade. O mundo espiritual, eis o reino que Jesus se referia há dois mil e poucos anos atrás.


[1] Pedro Leopoldo, 02/02/1958 – 63 anos já se passaram desta psicografia.




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